A Realidade Violenta e os Nossos Jovens
Em algumas cidades do Brasil, em destaque para os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, os jovens e crianças convivem com a violência Urbana e até nas próprias casas.
Muitos acabam sendo envolvidos e passam a adotar essa vida como forma de sobrevivência.
Esses Jovens desconhecem que a violência se tornou uma doença infecciosa que parece esparramar por todos os lados sociais, de cidade para cidade.
Em São Paulo, agora em meados de 1999, já se pode contar expressivamente o número de mortes juvenis.
A situação atual das crianças e jovens é de risco. A qualquer nível social pode ocorrer a perda de seu filho(a) ao SUBMUNDO. Os famosos centros das cidades deixaram de ser os pólos de referências negativas, apresentam alguns focos da criminalidade, porém, tudo começa nos bairros residênciais, jovens e crianças são aliciadas igualando resultados e refletindo seus comportamentos negativos em todos os espaços que vivem. Nas escolas levam armas para demonstrarem sua força e assim chamar a atenção, por outras vezes essa intenção muda e o intento é matar.
Perigo
a qualquer nível
Assim temos conhecimento de técnicas adotadas para o tráfico de drogas num bairro nobre de classe média alta e alta, onde os traficantes tiveram que estabelecer residência no condomínio para que assim não evidenciasse o tráfico. Passaram a efetuar a venda das drogas mediante a troca de objetos e jóias subtraídas nos lares.
Intervenções Junto dos Adolescentes Violentos
O trabalho com adolescentes deve prismar na resolução de conflitos.
Os limites devem ser estabelecidos:
Controle através de relações
Atenção
Avaliação
Aceitação
Afirmação
Compartilhar de responsabilidades (próprias para idade)
Promoção do diálogo
Conhecer os Desejos do Adolescente
É natural aos adolescentes reagir aos adultos com desdém e desaprovação.
Os mesmos não querem se sentir inferiorizados ou serem tratados como Crianças e nessa fase da vida desejam estabelecer sua liberdade e não suportam ordens.
Uma desculpa utilizada na Adolescência, com referência ao conflito com algum adulto, é estar com "raiva". A Apatia, também é uma forma mais sutil de resistência, é uma expressão passiva de poder. O " jogo " de culpa onde tenta tornar todo mundo impotente.
O que podemos adotar de conduta
"Nós não podemos controlar as adolescências.
Nós podemos buscar influenciar o comportamento desta.
Nós podemos fixar limites razoáveis.
Nós podemos mudar nosso próprio comportamento"
Sempre que tomarmos conhecimento de algum fato onde o jovem conseguiu esquivar-se de situações e ocorrências negativas e prejudiciais, devemos reconhecer e elogiar sua atitude elevando a ego-proteção dos mesmos. Pode estar nessa atitude uma valiosa participação no dia-a-dia do jovem, porque o mesmo pode estar só em sua atitude e em situação de morte.
"Violência"
Lugares diferentes questões semelhantes ou iguais
Sexo Feminino, idade entre 14 - 19 anos, traçando-se um comparativo
com o sexo Masculino, as mesmas estão em menor número Institucionalizadas.
A proporção de Adolescentes Infratores subiu nos últimos
anos. Essa expectativa de aumento no número de Adolescentes cometendo
atos infracionais era esperado, tendo em vista o número crescente
de desempregados, a má distribuição de rendas e outros
aspectos de interferências sócio-econômico-cultural.
O custo é elevado para manter um Complexo de Unidades para Internações
acaba por gerar acomodações e tratamentos prejudicados.
Os jovens desde tenra idade testemunham assassinatos e outros atos de violência
até que eles ou elas terminam numa escola refletindo e/ou aprimorando
no grupo maiores conhecimentos.
Baixa renda familiar
Criança considerada problemática por professores na idade
compreendida entre 8-10 anos
Baixo desempenho escolar até os 10 anos
Baixo Q I
Lesões físicas e/ou psíquicas em consequência
de agressão e/ou abuso sexual
O que pensa o Público sobre a situação atual da Criminalidade Juvenil
A maioria das pessoas dizem que há mais crime nos próprios bairros que um ano atrás; uma minoria de pessoas dizem o contrário.
A maioria quer leis rígidas quanto ao porte de armas.
Muitos acreditam que os jovens causam a maioria dos crimes. * aqui existe um grande equívoco.
As pessoas reclamam do pouco contingente policial nos bairros e reclamam dos impostos que pagam para obterem esse serviço.
80% da pessoas querem tornar mais difícil a libertação dos violentos.
79% querem leis mais duras para todos os crimes.
Possíveis Causas De Violência
1. Nós somos uma espécie violenta.
2. As circunstâncias de vida; por vezes
abastardas.
3. O papel na sociedade.
4. A conexão entre o colapso da família
e a subida de quadrilhas.
Sementes de Violência
Falta de confiança no meio familiar e valorização
no grupo de amigos, falta de atividades alternativas, falta de objetivos
e perspectivas futuras,
Lar inadequado, discriminação, falta de habilidades sociais,
fascinação por dinheiro, aproximação as drogas,
quadrilhas e armas
Se Você Tem UMA Arma Em Casa...
Você ou um parente está 5 vezes mais entre os prováveis
à cometer suicídio.

Incidência
Portes de Armas ilegais
Envolvimentos com Drogas
Opinião para Iniciativas Construtivas
( Sua tranquilidade quando seu filho está na Escola)
A certeza que toda criança tenha um responsável encorajador
que não perderá o interesse nos mesmos. Se não um
pai, então um mentor a longo prazo.
Integração de serviços no bairro ou região
de tal modo que seja criada uma ajuda financeira para jovens especialmente
vulneráveis.
Utilização das experiências de alguns jovens na resolução
de conflitos nas escolas ( é possível nessa fase, conhecer
o rigor nas penalidades e atitudes que os mesmos estabelecem. Por vezes
muito maiores que imaginamos).
Assegurar que haja um plano de prevenção a violência
coordenada em todas as escolas. O plano de prevenção deve
estar acima da implantação de detectores de metal.
Tornar a escola num local construtivo de elos positivos.
Alargar o alcance de atividades extracurriculares nas escolas e trabalhar
para participação de todas as crianças envolvidas.
Devem ser reduzidos os tamanhos das escolas.
Como isso pode ser viabilizado?
Deve ser Estabelecida uma cadeia de comunidades, onde cada uma delas sejam independentes, (atualmente podemos contar no Brasil os Conselhos Tutelares e de Direitos). Nos municípios o orçamento previsto para esses Conselhos deve ser definido e aplicado na totalidade.
Os jovens passarão a encontrar-se nos Centros estabelecidos nos edifícios escolares.
Esses Centros será o provedor da prevenção ou intervenção acobertado por recreações oferecidas aos jovens, incluindo cuidados com as crianças, adultos e apoio as famílias.
Falando mais claramente, serão pontos de contatos importantes para detectar os problemas e intervir com soluções.
A coalizão das escolas, comunidades e organizações, terão como missão desenvolver uma Programa técnico enfocado na prevenção e intervenção para cada ano, assim, prevenindo e proporcionando uma comunidade mais segura. Alguns dos serviços oferecidos nesse programa devem ser os de abrigos e fortalecimento do acompanhamento das famílias.
Um programa de escola/trabalho seria mais um programa onde os adolescentes sairiam das ruas e seriam encaminhados antes ou depois dos horários escolares às escolas profissionalizantes. Concluído o curso automaticamente devem ser absorvidos pelo mercado de trabalho. Assim, formando-se um Departamento Laborativo para administração desses locais.
Os subsídios deverão ser planejados e a receita estudada para melhor viabilizar sua execução.(ONG, Organizações Governamentais, etc, assim seria o repasse de verbas ou até mesmo auto-gestão). Para isso é necessário que haja um nível e vontade da comunidade empresarial.
Dessa forma, os jovens de hoje poderiam se tornar empregados e empresários talentosos de amanhã.
VIOLÊNCIA NA JUVENTUDE UMA RESPOSTA A COMUNIDADE
Sempre que estou com conhecidos e amigos sou questionado sobre o problema da violência na Juventude, e o que nós podemos fazer sobre isto.
Nesse sentido sou de opinião que deve haver maior empenho em todos os níveis no Brasil para trabalhar e buscar a diminuição dessa violência e intensificar a procura de exemplos de forma que através dos mesmos eles possam atingir estratégias novas e prósperas.
É pouco divulgado no Brasil as atividades projetadas para reduzir a violência juvenil e poucas são as iniciativas para criação de comunidades mais seguras que proporcionam oportunidades para os jovens. Quando criados, estão em número não expressivos para abarcar a maior parte dessa juventude.
Torna-se necessário coalizões entre pessoas da sociedade, polícias, funcionários de Instituições, pessoal Técnico (assistentes sociais, psicólogos, médicos, terapeutas ocupacionais) funcionários escolares, juizes, advogados, profissionais de saúde e pais.
Nessas sociedades deverão existir o controle dos indivíduos para melhorar as informações.
O problema da violência juvenil cresceu e muitos estão envolvidos no uso de armas e drogas além de gangs e pequenos grupos vizinhos de residência.
A ESTRATÉGIA E INTERVENÇÃO
É necessário acreditarmos nas iniciativas provindas de organizações da comunidade, indivíduos da comunidade empresarial, como também contarmos as contribuições federais.
Os Departamentos de Justiça, Educação, Saúde devem subsidiar os trabalhos com os jovens Infratores.
Jovem por Jovem, pessoa por pessoa, bloco sobre bloco, bairro através de bairro, e cidade através de cidade, podem resolver o problema da violência juvenil.
É minha opinião que para combater a violência juvenil, será necessário contarmos com apoio das Polícias, OAB, dos departamentos de Saúde (associações anti-drogas), das Escolas e dos Vizinhos em todo nível social, membros ligados diretamente aos adolescentes em Instituições, sendo os que me lembro. Todos trabalhando de perto com os Jovens da região onde residem, assim Municipalizando ou Regionalizando os problemas.
Seria muito importante a criação de um Comando de Ação direto, um grupo da sociedade regional contando com o maior número de participantes de todos os segmentos que subsidiasse as Polícias.
Polícia que Trabalha na Comunidade
Deveriam intensificar a presença e participação de policiais num bom relacionamento junto da comunidade, assim tornando-se mais efetivos conhecedores dos problemas de cada parte da região onde estivessem trabalhando.
Intensificar e não apenas reprimir as comunicações com as Escolas e áreas sociais são essenciais ao sucesso do programa.
Promover discussões sobre a prevenção do uso de substâncias tóxicas e encaminhamentos dos casos que emergissem do grupo. Mas fica latente que o envolvimento da comunidade é fator preponderante para o sucesso dessa atividade.
Ação Dura Contra Quadrilhas - Operação Cessa Fogo
A existência de quadrilhas em comunidades urbanas e rurais afetou adversamente a qualidade de vida de todos os brasileiros.
Às vezes os jovens atraídos pelas quadrilhas com a promessa de " família ", companhia, e segurança, transforma-se em membros, recorrendo a comportamentos malignos, destrutivos.
Em alguns bairros de Boston (no Roxbury, Dorchester e Mattapan) EUA, está em prática pela polícia, a tolerância zero. Debaixo de sua Estratégia de Anti-quadrilha, ainda com a implementação da Operação Cessa Fogo.
O sucesso desse trabalho está atribuído a identificação e execução das prioridades previamente estabelecidas na comunidade.
A "tolerância zero" é uma política de interesses compartilhados que a comunidade Identifica.
A Operação Cessa Fogo conta com os diversos membros dessas comunidades reunindo-se semanalmente para revisar o progresso dos objetivos traçados.
As áreas definidas de "risco" designam como " manchas quentes " que merecem particular atenção.
Como parte desta estratégia para os " manchas quentes" é implementado um projeto de colaboração com Municípios, Ordem dos Advogados norte-americanos e investigadores da Universidades de Harvard.
As Armas de fogo representaram um papel crescente nas taxas de crimes cometidos por e contra juventude no país.
Em Boston, adquirem informações sobre a venda e forma ilegal do uso de armas de fogo, conhecem esse " mercado " e localizam o posto de venda prendendo os envolvidos e identificando as fontes das armas de fogo ilegais.
Outros Métodos que podem Ajudar no Combate a Violência
Quando a comunidade fica silenciosa nos acontecimentos de sua região é necessário estabelecer uma linha de telefone, anunciada em jornais locais, para aumentar a habilidade da comunidade em responder com clareza quando os crimes estão acontecendo.
Um método mais arrojado seria estabelecer uma pessoa da comunidade local,(essa com recebimento de alguma contribuição financeira) que fornecesse informações a polícia sobre atividades suspeitas ou criminais.
A informação recebida destes telefonemas permitiriam que a polícia identificasse as áreas de drogas, quadrilha, ou atividades de prostituição.
Brasil
Como uma Nação de muitos imigrantes, não existe diversidade racial, étnica, cultural, e lingüística como muitas outras Nações.
O LAR
Não há nenhum outro lugar que uma pessoa deveria sentir-se mais segura que em seu próprio lar. Porém, as áreas de moradia, infelizmente, tem registrado levado numero de ocorrências.
Necessário hoje que seja criada uma Operação Casa Segura, assim garantido melhor qualidade devida.
Essa Operação Casa Segura teria a meta de desenvolver projetos e avaliar regularmente os problemas criminais na região.
Devem ser criadas Operações Casa Segura desenvolvendo forças tarefas entre as Polícias federal e estadual para investigar tráficos de drogas e crimes violentos dentro das moradias.
GENÉTICA
Teorias biológicas de crime voltam um século pelo menos.
No século XIX, na Dinamarca, o criminologista
Cesare Lombroso publicou uma pesquisa do " tipo " criminal e mostra características
na formação genética. Algumas teorias asseguram que
o comportamento criminoso resulta de trauma de nascença (DeLee,
1920). * Tese contrariada nestes tempos de 1999.
A procura para " genes " de crime é
mais um estudo que busca achar causas biológicas para o crime (Fink,
1938). De acordo com pesquisas históricas em literaturas populares
em (1994), os americanos quase sempre atrelam o crime as causas biológicas
de comportamentos e poucas vezes as causas ambientais (com a exceção
de dois períodos: durante a Grande Depressão de 1930, quando
muitas pessoas perceberam que estavam sem trabalho e o resultado social,
no fim da Segunda Guerra Mundial, quando criminologistas esperavam que
mudando a família e ambiente social poderia erradicar o crime).
Todos os direitos reservados. Toda a codificação de HTML, gráficos, e plano são de direitos autorais e propriedade deste Autor Caio José Almeida de Sousa. Nenhuma parte deste documento pode ser reproduzida ou transferida para outro local ou rede sem permissão expressa.